Ontem à noite, 23 de janeiro de 2012, o meu time, Grêmio FBPA, entrou em campo pela fase preliminar da Taça Libertadores da América. Aquela mesma que a "imprensa especializada" chama de "pré-Libertadores" (julgo que seja um pré-campeonato, que define pré-campeões com direito a pré-glórias e pré-taças, vá saber!). O jogo, valendo vaga na fase de grupos da competição, foi disputado contra a Liga Deportiva Universitaria de Quito/Equador (famosa LDU), no seu estádio, o Casa Blanca, em Quito.
Do resultado do jogo, nada de novo deste Grêmio que não tem mais relação alguma com aquele Grêmio do passado, afora as cores do uniforme: derrota para o mandante, pelo score mínimo, mas ainda assim (mais) uma derrota em jogo decisivo.
O "x" da questão, contudo, não é a derrota. É o não saber vencer; é abrir mão de preceitos simples em nome de uma teoria complexa para o mais simples dos esportes, dominado por jogadores profissionais de origem humilde e que não dominam muito bem a arte da formulação ou interpretação de teorias. É isso que marca o atual treinador do Grêmio, Wanderley Luxemburgo. Vamos aos fatos: entre a findada temporada de 2012 e o início desta de 2013, o Grêmio despachou seus dois laterais-esquerdo que atuaram durante toda temporada passada. Manteve, como titular, um jogador que veio machucado, e machucado não atuou uma única vez; e trouxe, para reserva, uma promessa do Juventude de Caxias. Eis, então, que quando o lateral-esquerdo titular (que conquistou a condição não sei como, pois jamais atuou pelo clube, e assim continuará por muito tempo) não pode jogar, a opção do treinador para a posição não é o óbvio, o lateral-esquerdo reserva... é o lateral direito!
Dessa maneira, o time já carente numa posição, é enfraquecida noutra. Some-se a isso, os prejuízos ao trabalho coletivo com a dita improvisação, a visível falta de capacidade técnica do lateral-direito reserva, e a baixa produtividade do ataque, capitaneado por um centroavante que não sabe fazer gol de dentro da pequena área (e demonstrou claramente ontem essa característica marcante).
Enfim, futebol é um jogo simples, de regras simples e práticas simples. Obviamente, alguns são muito superiores aos demais, como em qualquer atividade humana, especialmente aquelas que demandam habilidade nata. E se há um caminho para dificultar as vitórias neste esporte, este caminho é não fazer o simples, complicar o que não é complicado. E isso o treinador do Grêmio faz como poucos.
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