"A imaginação é mais importante que o conhecimento". Albert Einstein

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Do professor Pardal

Ontem à noite, 23 de janeiro de 2012, o meu time, Grêmio FBPA, entrou em campo pela fase preliminar da Taça Libertadores da América. Aquela mesma que a "imprensa especializada" chama de "pré-Libertadores" (julgo que seja um pré-campeonato, que define pré-campeões com direito a pré-glórias e pré-taças, vá saber!). O jogo, valendo vaga na fase de grupos da competição, foi disputado contra a Liga Deportiva Universitaria de Quito/Equador (famosa LDU), no seu estádio, o Casa Blanca, em Quito. 
Do resultado do jogo, nada de novo deste Grêmio que não tem mais relação alguma com aquele Grêmio do passado, afora as cores do uniforme: derrota para o mandante, pelo score mínimo, mas ainda assim (mais) uma derrota em jogo decisivo.

O "x" da questão, contudo, não é a derrota. É o não saber vencer; é abrir mão de preceitos simples em nome de uma teoria complexa para o mais simples dos esportes, dominado por jogadores profissionais de origem humilde e que não dominam muito bem a arte da formulação ou interpretação de teorias. É isso que marca o atual treinador do Grêmio, Wanderley Luxemburgo. Vamos aos fatos: entre a findada temporada de 2012 e o início desta de 2013, o Grêmio despachou seus dois laterais-esquerdo que atuaram durante toda temporada passada. Manteve, como titular, um jogador que veio machucado, e machucado não atuou uma única vez; e trouxe, para reserva, uma promessa do Juventude de Caxias. Eis, então, que quando o lateral-esquerdo titular (que conquistou a condição não sei como, pois jamais atuou pelo clube, e assim continuará por muito tempo) não pode jogar, a opção do treinador para a posição não é o óbvio, o lateral-esquerdo reserva... é o lateral direito!

Dessa maneira, o time já carente numa posição, é enfraquecida noutra. Some-se a isso, os prejuízos ao trabalho coletivo com a dita improvisação, a visível falta de capacidade técnica do lateral-direito reserva, e a baixa produtividade do ataque, capitaneado por um centroavante que não sabe fazer gol de dentro da pequena área (e demonstrou claramente ontem essa característica marcante).

Enfim, futebol é um jogo simples, de regras simples e práticas simples. Obviamente, alguns são muito superiores aos demais, como em qualquer atividade humana, especialmente aquelas que demandam habilidade nata. E se há um caminho para dificultar as vitórias neste esporte, este caminho é não fazer o simples, complicar o que não é complicado. E isso o treinador do Grêmio faz como poucos.

Apresentando o blog Parece Frango

Olá!


Cá estou eu, tomando um pouco do meu tempo para tentar criar e manter um blog. E um pouco do tempo de você, desavisado, que por algum motivo qualquer nos meandros da internet, chegou até o Parece Frango.

Provavelmente você esteja perguntando as razões que me levaram a escolher este nome para o blog. Bem, no meio de tanta explicação maluca que poderia dar, a mais sensata é a seguinte: nem tudo aquilo que parece, realmente é com o que se parece; tal qual a carne de jacaré, ou de coelho, ou de pato, ou de outra iguaria silvestre (criada em cativeiro para o devido fim da alimentação humana, deixemos bem claro), diz-se parecer com frango. A moral da conversa, portanto, seria: então, por que diabos pagar uma fortuna para comer algo que se parece com a mais comum e barata das carnes?! 

Eu sei que estamos tratando de um mundo completamente ilógico, onde o normal é, cada vez mais, ser diferente. A tal ponto do diferente começar a se tornar normal, e o normal, diferente. E qual a relação disso com este blog? Bem, pouca ou nenhuma. Ou talvez, quem sabe. O certo é que, enquanto a absurda maioria dos blogs dedica-se a temas específicos, o objetivo deste aqui não é atender a nenhum tema especificamente, mas sim às generalidades que nos assolam diariamente. Ou seja, de tudo um pouco. Coisas das quais eu gosto, ou entenda minimamente, e assuntos sobre os quais não me agradaria falar ou pensar, mas que fazem parte da nossa vida e às vezes é simplesmente impossível deixá-los passar batido.

Pois bem, à medida que as postagens forem se acumulando, seguramente crescerá a lista de assuntos tratados aqui. Espero, apenas, conseguir organizá-los da maneira mais sucinta e não fazer deste espaço uma versão on line da bagunça dos meus objetos particulares. Por hora, era isso. Agradeço a atenção!